07/07/2009

Word cloud from my twitter!

Hoje achei um site chamado wordle que cria nuvens a partir de textos, dando destaque para as palavras que aparecem com maior frequência.
Achei bem interessante e fiz um teste no meu twitter. O resultado está abaixo!




Até a próxima!

24/06/2009

The Future of Innovation!

Já postei aqui no labINOVE informações sobre uma iniciativa internacional que tem como objetivo a produção de um livro que agregue diversas visões de especialistas sobre o que será o futuro da inovação. Fomos convidados a dar nossa visão e além disso demos um apoio na coleta e organização das contribuições brasileiras. O livro ainda não está pronto, mas já está no ar o
site, que tem todas as contribuições.
Eu já postei isso aqui, mas para quem quiser ver o que eu escrevi, basta seguir este link.
Até a próxima!

15/06/2009

Ótima apresentação sobre redes sociais!

Esta apresentação é ótima tanto para explicar o que é uma rede social e o seu poder de transformação, quanto pelo design utilizado. Muito bem feita e muito agradável de se assistir.


Até a próxima!

06/06/2009

Bons livros

Essa semana li dois livros muito bons. O primeiro é o livro do Christensen sobre Health Care, "The Innovator's Prescription: A Disruptive Solution for Health Care". O livro é fantástico e cheio de idéias. Fiquei um tempão lendo pois a cada capítulo eu fazia várias buscas na internet, visitava vários sites e escrevia um monte de idéias em meu caderno. Outro ponto muito interessante é que apesar de parecer um livro específico para um determinado setor, os insights podem ser facilmente transportados para outras situações e temáticas. Constatei isso não apenas neste livro, mas também no livro anterior sobre educação.
Vale também destacar que a discussão de tipologia de modelos de negócio, que já havia sido introduzida no livro sobre educação, nitidamente evoluiu muito neste livro e é uma das principais bases de toda a argumentação do livro.
Recomendo fortemente a leitura!

Outro livro que li essa semana foi o livro novo da Rita Gunther McGrath e do Ian C. Macmillan Discovery- Driven Growth: A Breakthrough Process to Reduce Risk and Seize Opportunity. Eu já gostava bastante do artigo original de 1995, "Discovery Driven Planning", e achei o livro bem interessante. Com um modelo bem simples de ler e entender, eles apresentam um toolkit de como aplicar esta lógica não só em um iniciativa individual, mas em todo o protfólio de crescimento da empresa. As idéias, como as do artigo original, são muito boas para lidar com ambientes de alta incerteza, onde o aprendizado é o ponto chave de evolução. Também recomendo que todos olhem esse livro!

Até a próxima!

03/06/2009

Outra grande palestra do TED!

Outra palestra incrível do TED. Muito bacana a transição do papo de serviços para a idéia de experiência. Ok, um monte de gente já fala disso, mas tem uma mensagem muito importante e sutil em que pela primeira vez a centralidade de toda a lógica não está mais na empresa e passa a estar efetivamente no cliente.
Para quem gostar de um papo mais cabeça, isso me lembra uma conversa que tive com o Meirelles (Prof. da UFRJ) sobre um livro do Darcy Ribeiro, "O Processo Civilizatório", e uma das idéias que o Meira me colocou foi que pela primeira vez estamos passando por um processo civilizatório em que o problema não está mais na produção, mas no consumo. Mas tem muita coisa a ser discutida sobre isso...
Esse é um tipo de assunto que eu adoro... evolução das civilizações e evolução das organizações... certamente é o assunto que eu vou querer estudar quando tirar um período sabático.



Até a próxima!

27/05/2009

Percebendo Oportunidades!

Algumas pessoas que viram estes slides, me pediram que fosse disponibilizado aqui. Utilizei originalmente em uma palestra no Encontro Fluminense de Empresários Juniores que aconteceu no Rio de Janeiro nos dias 28, 29, 30 e 31 de março de 2009. O tema do evento era "A transformação do universitário em empreendedor" e o título da minha palestra era "inovação: novos modelos e tendências".
Eu tinha que terminar motivando o pessoal de alguma maneira e optei por usar estes slides.


13/05/2009

Sabedoria prática!

Esse vídeo é fantástico. Isso dá uma discussão muito interessante da importância das pessoas para a inovação e execução do negócio no dia a dia. Como fazer isso? Esse é o desafio!



Até a próxima!

10/05/2009

Lançamento do livro Gestão de Processos em São Paulo e no Rio de Janeiro

Nos dias 15 e 21 de maio ocorrerá o lançamento do livro Gestão de Processos, escrito por mim, Rafael Paim, Vinicius Cardoso e Heitor Caulliraux. No dia 15 será o lançamento em São Paulo, na Livraria Cultura e no dia 21 será aqui no Rio, na Livraria da Travessa. Abaixo os convites para os dois eventos. Esperamos que todos compareçam!


Até a próxima!

02/05/2009

Índice da atividade empreendedora nos EUA

Reproduzo abaixo uma reportagem que saiu em um dos blogs do The Wall Street Journal que mostra os resultados de um estudo sobre o start-ups fundados em 2008 nos EUA. Um ponto interessante é que o número de start-ups cresceu com a piora da economia em 2008, mas que estes novos empreendimentos mudaram de perfil, tendo ocorrido uma redução do número de empresas de alta tecnologia e serviços de maior agregado. O estudo foi realizado pela Ewing Marion Kauffman Foundation e o relatório "Kauffman Index of Entrepreneurial Activity 1996-2008" pode ser baixado gratuitamente do site deles.

Entrepreneurial Activity Climbed As Economy Worsened in 2008

Last year’s deepening recession churned out more entrepreneurs, but not necessarily ones who will produce high levels of income, according to a new report.

The Kauffman Foundation today released its annual “Index of Entrepreneurial Activity,” a comprehensive report that tracks U.S. entrepreneurship rates and trends. It shows entrepreneurship rates rose to .32% in 2008 – meaning that an average of 32 of every 100,000 Americans started new ventures each month. That’s a slight increase over 2007’s 0.3% rate–and the highest rate since Kauffman started tracking new business formation rates in 1996.

An interesting revelation in the new data is that the percentage of new entrepreneurs starting businesses deemed as having “high income potential”—such as accounting, real estate or high-tech firms –decreased slightly last year, while those with low- or medium-income-producing potential rose. That suggests that more people are turning to entrepreneurship out of necessity in today’s bad economy, meaning they have limited job opportunities and start businesses to generate income rather than to chase a hot opportunity. In recessions, the numbers of “necessity entrepreneurs” tend to rise given lagging job markets.

“The total business creation rate increased over the past year, but this masks diverging underlying trends,” said the report’s author, Robert Fairlie, a University of California - Santa Cruz economics professor. “Entrepreneurship rates increased only for low-income types of businesses and not for high-income types, which may be early signs of how the recession is impacting firm formation. The continuing effects of the recession on business creation are important because entrepreneurs contribute to economic growth, innovation and job creation in the United States.”

The construction industry, which was among those that shed the most jobs last year given the sector’s woes, saw the highest level of entrepreneurial activity, the report said. The services industry saw the second highest number of new entrepreneurs.

The report also explores the educational achievement and demographics of new entrepreneurs and finds that immigrants continue to form new businesses at significantly higher rates than the U.S.-born. Latinos showed the biggest increase in entrepreneurship rates of any racial group, a trend that started in 2005. By contrast, African Americans’ business creation rate fell slightly in 2008.

Entrepreneurship among both men and women continued to increase, though women’s entrepreneurship levels returned to their 2005 levels of 0.24% after declining the past few years. Men continue to have a much higher entrepreneurial rate – 0.42% — than women.
Older adults surveyed, ages 55 to 64, saw the biggest increase in new entrepreneurship rates in 2008, climbing to 0.36% from 0.31% in 2007.

Another interesting finding: Americans who never graduated from high school were far more likely to start new businesses in 2008, compared with those with a college degree. Business formation rates for those without high-school diplomas rose to 0.48% from 0.42%, while they dropped to 0.30% from 0.31% for college graduates.

Overall, Kauffman’s data suggests the recession is helping spur entrepreneurship, but not necessarily for the best reasons. Necessity entrepreneurs often face an uphill battle, since they don’t always have the financial resources and risk tolerance or innate entrepreneurial drive of self-selected “opportunity” entrepreneurs. Still, some of the best ideas can be bred out of necessity.

Given that the economy only really started to nosedive in late 2008, next year’s Kauffman index should be even more interesting.

Readers, ever started a business out of necessity? Do you expect entrepreneurship rates will continue to climb this year?


Até a próxima!

24/04/2009

Livro sobre a cadeia de telecom no Rio de Janeiro!

Por um grande furo meu, não divulguei o lançamento do livro aqui no labINOVE. O livro é resultado de um estudo sobre a estrutura e as dinâmicas que estão ocorrendo no setor, com foco especial no estado do Rio de Janeiro. Obviamente a questão da inovação é central nesta dinâmica e eu escrevi o capítulo sobre o tema.
Aproveito para fazer um post tardio, mas já inserindo uma das fotos do evento e logo após o convite para o evento.

André Ribeiro, Renato Cameira, Adriano, Heitor, Eliza, Armando, Ana Paula e Rafael Clemente


Quem quiser mais informações, vale olhar a página do Grupo de Produção Integrada ou entrar em contato com o Renato Cameira, que foi o grande responsável por fazer a obra sair.

Até a próxima!

04/04/2009

Um escritório para estimular a criatividade!

Ultimamente tenho estudado bastante sobre design de apresentações e visual thinking, coisas que eu acho fundamental para qualquer pessoa. Não só aquelas que trabalham com coisas criativas, mas também aquelas que precisam apresentar idéias e garantir que estas sejam realmente absorvidas. Um dos blogs que comecei a seguir foi o da Nancy Duarte, da Duarte Design, uma empresa especializada em design de apresentações. O trabalho deles é fantástico, mas vou deixar isso para outro post. Ela postou um video em que apresenta o QG da Duarte Design e o lugar é espetacular. Um dia terei um escritório que nem esse.



Até a próxima!

30/03/2009

Este vídeo me foi enviado por e-mail pelo Pedro, @pedroteixeira, um dos sócios da Intelie. O áudio no início não está muito bom, mas depois melhora.
Algumas idéias são muito importantes. A primeira é a do "FUCK THE REAL WORLD", ou seja, o mundo está cheio de pessimistas que o tempo todo vão te falar que no "mundo real" a sua idéia não é viável, que ninguem se interessará por isso etc.. Esta será exatamente a diferença entre você e essas pessoas que vão passar a vida toda sem realizar nada realmente inovador. Isso me lembra uma frase que eu adorei mas não lembro mais onde li e nem de quem é..

"Devil advocates are abundant. Problem solvers are scarce."

A segunda grande lição é que a idéia, o plano de negócio, o roadmap e todos estes instrumentos iniciais não são NADA perto da EXECUÇÃO. A persistência e capacidade de adptação é que vão determinar o sucesso do seu negócio. Não existe caminho fácil, existe SIM é muito esforço e trabalho por trás de um empreendimento de sucesso!


David Heinemeier Hansson - FOWA Dublin 2009 from Carsonified on Vimeo.

Eu gostei bastante do vídeo!

Até a próxima!

21/03/2009

Isto é empreendedorismo!

Vou me permitir um post um pouco mais descontraído, até porque essa é uma linha que quero passar a seguir aqui no labINOVE.
Recebi a foto abaixo em um e-mail enviado pelo Armindo e achei simplesmente genial. Vou passar a adotar isso em palestras sobre empreendedorismo... isso é que é exemplo de identificar uma oportunidade e efetivamente se aproveitar disso. A imagem é auto-explicativa, mas... o brilhante empreendedor colocou uma barraquinha sobre um ralo e cobrou R$0,50 pelo xixi. Reparem a fila que se formou!!


Até a próxima!

19/03/2009

Twitter e modelos de negócio

Artigo interessante sobre a lógica de modelo de negócios de primeiro criar uma rede de usuários muito grande e depois pensar em como monetizar o negócio. O foco da discussão está, obviamente no twitter, o fenômeno da vez, mas vale para casos de aquisições como o youtube. O link leva a reportagem no New York Times e não esqueçam de olhar os comentários. Ainda nesta mesma discussão, ontem li também algumas coisas (neste ponto o iPhone mudou minha vida. Não existe mais tempo inútil com a quantidade de feeds rss e tweets que eu recebo) que passam por esta mesma discussão. A primeira é a entrevista do Chris Anderson (Editor-in-Chief da Wired) pelo Guy Kawasaki (Venture Captalist, que tenho acompanhado no twitter) na palestra de fechamento do SXSWi'09. Muito interessantes as perguntas feitas pelo Guy e um pouco frouxas as respostas do Chris, mas é uma ótima leitura. O smartblog publicou parte da entrevista e o guardian publicou outra parte, vale a pena a leitura.

Ultimamente nenho postado com menor frequência aqui no labINOVE, mas para quem já é usuário, pode acompanhar meus tweets em www.twitter.com/rafclem.

Até a próxima!

09/03/2009

Droga para se tornar empreendedor ?

Hoje recebi uma mensagem via twitter que me chamou muita atenção. Diga-se de passagem o twitter já merece há algum tempo um post aqui no labINOVE, mas isso vai ficar para depois (enquanto isso para quem quiser saber o que ando postando lá é só seguir).
Pesquisadores estão trabalhando em uma droga que aumente a sua capacidade cognitiva e sua propensão a tomar riscos ao tomar decisões, características que são muito peculiares aos empreendedores.
Impressionante, não?

Reproduzo a matéria da CNNMoney.com a seguir, mas quem quiser ir no link original, é só clicar.

Brain-boosting drugs: 'Entrepreneur' pill
Better business ... through chemistry?

By Jessica Bruder
Last Updated: March 5, 2009: 4:35 PM ET


(Fortune Small Business) -- So you want to be an entrepreneur? Today the first step is a solid business plan. Tomorrow it could be a bottle of pills. Cambridge University scientists made headlines last November by suggesting that an "entrepreneur drug" might someday replicate the brain chemistry seen in successful small business owners. Fortune Small Business checked in with Barbara Sahakian, Ph.D., who led the research, to hear her vision of the future.

Q: What could drugs do for small business owners?

Answer: We have some evidence that two areas could be affected by cognition-enhancing drugs: risky behavior in a decision-making context and cognitive flexibility.
Entrepreneurs must be able to tolerate risk. At some stage you have to take that little leap of faith and say, "This is going to work, and I'm doing this." And cognitive flexibility is important because an entrepreneur has to solve problems, and sometimes your first idea for a solution doesn't work.

Q: What about aspiring entrepreneurs?

Answer: Could you change a manager and make him more like an entrepreneur by enhancing his cognitive flexibility? That might be possible. Obviously you would have to be careful about stimulating risk-taking behavior.

Q: What would it take to make an entrepreneur pill widely available?

Answer: It would be very helpful if the regulatory bodies allowed the pharmaceutical industry to market cognition-enhancing drugs, provided that clinical trials demonstrate their long-term safety and efficacy in healthy adults.

Especially in this economy, any nation stands to gain by encouraging successful entrepreneurship. Because of the global economy, the whole world could be improved. I think it's really exciting.

Até a próxima!

04/03/2009

Algumas ECO-tendências pelo trendwatching.com

Fantástico este briefing que recebi na newsletter do trendwaching.com. Queria poder ficar horas explorando cada link para cada um dos produtos que ele apresenta. No fim de semana que se aproxima vou tentar tirar um tempinho. Recomento a todos que leiam o briefing
ou faça o dowload do pdf, mas evite imprimir!!
Nos próximos posts vou comentar um pouco dos produtos que são mostrados no texto.

Até a próxima!

06/02/2009

Atualizações sobre a iniciativa - Future of Innovation

Vou divulgar aqui no LabINOVE a última atualização sobre a iniciativa Future of Innovation. Está ficando bem interessante o "pacote" que será criado e a comunidade que se formará ao redor disso. Vamos ver se dá certo.
Abaixo o último e-mail enviado pela Anna.

Até a próxima!

Dear all,
We are here with the next update on the Future of Innovation: the book, the website, the community..
Firstly, we would like to thank you all for your interest, support, understanding, care, patience, courage, enthusiasm, believe, trust, collaboration, and the open heart. Are you aware that you are pretty tough, as well? We received nearly 350 contributions from 57 countries and it was quite a challenge to read, re-read, review, re-review, structure, re-structure, before the vision of the book finally emerged. You made us think with and about your thinking on the Future of Innovation!!!
This is a letter of congratulations to ALL of us, we did a great thing we started the global thinking on the Future of Innovation!!! All contributions are unique and full of vigour, sense, essence, novelty, and, of course, a bit of your heart you shared!
We remember our promise to stick to the general rules of editorial events of the call for papers, selection, notification of acceptance, etc. But now we realise we should choose a different way. Please read a passage from the Introduction to our Book to understand what we mean.
“When we started reading through the contributions we were awed. Awed about the thoughtfulness and honesty, and the level and depth of insights people shared, at the passion and desire to contribute, to this book, towards the future, towards change. Not just any change but change for a better world, change towards a better future. It was also the belief that it is in our hands to create that better future that warmed our hearts and gave us hope. Particularly in times where every news brings announcements of more redundancies, a well established reaction to crisis, and, in our view, not a particularly effective one as it demotivates even those left behind, and fundamentally disabilitates the ability to innovate.
There would have been many ways to structure the book and to organise a flow. When we received the more than 350 contributions, we were happy and… overwhelmed. Having had a first glance through the contributions we felt ourselves faced with a complicated and intriguing jigsaw puzzle, a picture that had been cut up into strangely shaped pieces. It was our challenge to find a way to put the pieces back together again into a whole. Depending on how we were going to put those pieces together the resulting picture would be different. Then, after re-reading, discussing, speculating, we came to realize that the future of innovation contributions were like three-dimensional scenes, like those pictures full of random dots, known as ‘autostereograms’. Autostereograms are 3D scenes at which you have to look for some considerable time and with concentrate before the hidden picture starts to emerge. What a challenging, thoroughly pleasurable task it has been to see the whole scene of the future of innovation in random statements! Once we had “decoded” it, we decided to tell a story, to take you on a journey, to surround you with contributions on its necessity, its power, and its beauty”.
This is a small part of the Introduction. We set our hearts that you have to read the whole book and decode the Future of Innovation together with us. We want to give you that pleasure of discovering. Read this book to find consolation, read this book to find inspiration, and read this book to find out how you can embrace innovation to help shape a wonderful, exciting and worthwhile future. And we don’t want to spoil the wonderful journey with the selected/not-selected rules of the present state-of-the-art in editorship.
You see, having read all your 350 contributions, we already touched the future and we think differently, apart from the pre-reading outlook. Your contributions, your global thinking on the Future of Innovation, have a miracle effect, wait for it till the book published and the website started.
Meanwhile, ALL contributions are accepted for the website. We are putting a lot of efforts for that, too. For now, we want you to feel and realize that the Book as it is, is only a start; the book is rather static, while the future is always dynamic. We consider this book to be a root, giving life to a growing tree. And this tree is the website, the community and the continuing journey to the Future of Innovation. Please feel yourself a part of community, first.
In order to continue our journey successfully we rely on your enthusiasm once more. As we pack our suitcase for the next step of the journey we need to ensure that we have from all of you the following:
A high quality picture for the book and / or website. It would really help us if you could take responsibility for that. Thank you.
A web-link where each innovation-relevant book that you have written or co-authored can be purchased. For our website (www.thefutureofinnovation.org) we are planning a page with innovation-relevant books written by our contributors – of course it is just an offer. It would be great if you could provide us with a link to amazon as our wonderful technical guys will aim to develop a form that then pulls all relevant information from the amazon website automatically.
Let us know if you do not want to be contacted via the website. On the website we are planning a ‘contact the author’ button for each contribution (rather than showing the email itself on the website which would probably lead to a lot of unwanted SPAM). The important thing is to let us know if you do NOT want such ‘contact the author’ facility for your contribution.

Some guidance for our journey

For interactions: We will have a function whereby people can leave comments/ feedback for individual contributions. If someone comments you will be notified. Please note that we will not monitor these contributions; instead we will have a function through which people can report inappropriate content.
For spreading the word: You are integral part of the Future of Innovation. It would be marvellous if you could promote the book and the website at any speaking engagements and other suitable occasions! Below some facts & figures that will help you with this.
For the community: Please keep on going passionate about the innovation and its future. For that let your colleagues join our wonderful journey via yahoo until the website is done (innovation.future@yahoo.co.uk).
For feedback to us: We also invite you and challenge to explicitly comment on what you think about the Future of the book, the website, the community! It will help us with promoting the book and the idea. Of course we would be happy to reference you by name. Are you pretty tough for this, too? We bet you are!

The Idea – investigating and creating the future of innovation
It is about leading thinkers and those with interesting views on the future of innovation to share their thoughts in 500 words – straight from the heart, as we continue to emphasize.

The book
For the book we received over 350 contributions from 57 countries, from industry, academia, non-profit and government sectors.

Gary Hamel has confirmed that he will write the foreword.

In addition to the official sponsorship the book is / has been already being mentioned in blogs, networks, and at the UN

The Launch
It is planned to launch the book at the ISPIM (International Society for Professional Innovation Management) Conference of the same title, The Future of Innovation, which will be help 21-24 June 2009 in Vienna (http://conference.ispim.org/); recently it has been decided that the R&D Management Conference (www.RnDManagement.info)will be held at the same time so around 500 participants are expected for the joint event. It is anticipated that the website will be up and running 4-6 weeks prior to the conference.

Reasons to buy
The times we are living in are posing more and more challenging and complex questions. Different ways, different approaches, and different ways of thinking are required if we want to tackle these challenges. As Einstein said, “We cannot solve our problems with the same thinking we used when we created them.” in short: we need innovation.
People are looking for inspiration and understanding, for insight that provide them with starting points of how and where to look for solutions, for new insights on problems, and new points of departure for start addressing the challenges.
For academics the book will provide insights into where to concentrate future research agendas.
For consultancies is describes the field in which to develop expertise.
For industry it provides starting points for their innovation agenda.
For the public sector it raises awareness of leading edge developments and thinking that they might want to take into consideration for the development of policies, infrastructure and support.
Selective overview of contributions
Our journey into the Future of Innovation has attracted many of us. Who are they, and where exactly do they come from? Here we can name but a very-very few – in the alphabetic order – to give you a flavour:
Companies: Aerospace, Fujifilm, IBM, InnoCentive, Jaguar and Land Rover, Kodak, Kraft Foods, Nokia, Nortel, Pfizer, Philips, Siemens, Smith and Nephew, Virgin Atlantic Airways, Unilever;
Consultancy: I-Nova, IDEO, Innovaro, McKinsey, PricewaterhouseCoopers, WhatIf;
Best-selling authors: B. Joseph Pine II, Joe Tidd, John Bessant, JT Lawrence, Rob Atkinson, Praveen Gupta;
Journal editors from: Creativity and Innovation Management, Manufacturing Technology Management, Product Innovation Management, R&D Management;
Representatives of foundations: Information Technology and Innovation Foundation; Grundfos Foundation, Technology Partners Foundation, The Arab Science and Technology Foundation, South African Creativity Foundation;
Public sector representatives: Danish Technological Institute, Government of India, Max Planck Institute of Economics, NHS Institute for Innovation and Improvement, The R&D Society of Iranian Industries and Mines;
Technical universities: Delft University of Technology, Karlsruhe Institute of Technology, Lappeenranta University of Technology, Tshwane University of Technology;
Countries from around the world: Australia, Austria, Belgium, Barbados, Bahrein, Brazil, Canada, Chile, China, Croatia, Cyprus, Denmark, Egypt, Estonia, Finland, France, Germany, Hong Kong, Hungary, Italy, India, Iran, Israel, Ireland, Japan, Jordan, Kazakhstan, Korea, Latvia, Lithuania, Luxembourg, Malaysia, Mauritius, Mexico, Netherlands, New Zealand, Nigeria, Norway, Occupied Palestinian Territories, Pakistan, Poland, Portugal, Philippines, Romania, Russia, Singapore, Slovakia, Slovenia, South Africa, Spain, Sweden, Switzerland, Taiwan, Turkey, UK, USA, Ukraine, Venezuela.
We hope you are happy to be a part of our Future of Innovation network. We will keep in touch, meanwhile, looking forward for hearing from you,
With very best wishes for a really innovative collaboration,

Bettina and Anna

02/02/2009

The Success of Persistent Entrepreneurs!

Saiu no Working Knowledge da Harvard Business School de hoje um artigo interessante que reproduzo abaixo. Trata-se de uma discussão de que um empreendedor que tenha tido sucesso na montagem de um negócios, tem mais chances de ser bem sucedido no desenvolvimento do segundo do que aqueles que nunca o fizeram. Parece meio obvio, mas uma pesquisa que dê um pouco mais de credibilidade ao que "intuitivamente" já sabíamos sempre ajuda a reforçar o argumento. A seguir a reprodução do post no blog. Para quem quiser ir direto ao artigo, é só clicar.

Até a próxima!

When it comes to entrepreneurship, nothing says success like a track record of previous wins.
Entrepreneurs with a history of success are much more likely to succeed in new ventures than first-timers or those who failed previously, new research from Harvard Business School demonstrates in the working paper, "Performance Persistence in Entrepreneurship".
The news that successful experience, or performance persistence, pays off may not be news at all. But HBS researchers were surprised at just how much it does help. Successful entrepreneurs in the study had a 34 percent chance of succeeding in their next venture-backed firm, compared with 23 percent for those who previously failed and 22 percent for first-timers.
"The size of the effect more than anything was surprising," note HBS professors Paul A. Gompers and Josh Lerner in an e-mail interview. "We know that there was likely to be some degree of performance persistence, but the magnitude was quite striking."
Their research, conducted with HBS professor David S. Scharfstein and former doctoral student Anna Kovner (MBA '00, PhDBE '08), raises issues that could use further study. For example, do successful serial entrepreneurs receive higher valuations and less restrictive covenants when they raise capital?

Sarah Jane Gilbert: Can you explain the concept of "performance persistence" and what it entails?

Paul Gompers and Josh Lerner: Essentially, entrepreneurs who start venture-backed companies that are successful are more likely to be successful in their next venture-backed firm.

"There is support for the view that some component of performance persistence stems from 'success breeding success.'"
These effects are large and dramatic: All else equal, venture-capital-backed entrepreneurs who succeed in a venture (by our definition, starts a company that goes public) have a 34 percent chance of succeeding in their next venture. By contrast, first-time entrepreneurs have only a 22 percent chance of succeeding, and entrepreneurs who previously failed have a 23 percent chance of succeeding.

Q: How do contributing factors such as skill versus perception affect performance persistence?

A: While clearly skill is an important element, there is also support for the view that some component of performance persistence stems from "success breeding success." For instance, entrepreneurs whose first venture succeeded at least in part due to good timing seem to also do well in subsequent ventures. (By good timing we mean those entrepreneurs who founded a company in a given industry at a time when most new ventures did well: for example, microcomputer-related firms begun in 1981 or Internet firms started in 1996.) Of course, starting a company at an opportune time and place also displays a certain kind of skill as well.


Q: What are some of the more actively pursued industries by entrepreneurs?


A: Venture capitalists typically invest in industries that have substantial growth opportunities and a defensible intellectual property position. Within the study, the computer and Internet, telecommunications, and life sciences industries are disproportionately represented because they have those characteristics. When we look at the more recent years in our data, industries like cleantech have risen in importance.

Because we are focusing on venture-backed firms in this study, the industries are those that are most common for venture capitalists to fund: Internet and software, biotechnology, and telecommunications.

Q: Was there anything in your findings that surprised you?


A: The size of the effect more than anything was surprising. We know that there was likely to be some degree of performance persistence, but the magnitude was quite striking.


Q: Given the current economic conditions, do you have any advice for entrepreneurs who are considering launching a new venture at this time?


A: Certainly one lesson that emerges from our analysis is to find an experienced (and successful) partner! Given the very difficult investment conditions, venture investors are paring back their portfolios and are hesitant to make new commitments. To get serious consideration, the more that you can do to seem like a "sure thing," the better off you are.

More generally, being as careful as you can be with resources, and flexible in terms of the types of arrangements that you are willing to enter into, are particularly important in an environment such as this one.

Q: What are you working on now?


A: We are focused on further disentangling the underlying factors that impact the success of venture-capital-backed start-ups. The data that lies at the heart of our performance persistence papers was gathered from multiple sources over a three- or four-year period. It includes information on the company founders, the venture- capital firms, the boards of directors, and the outcomes of these start-ups.

"One lesson that emerges from our analysis is to find an experienced (and successful) partner!"
One current project examines the value of boards of directors in start-up firms. We are also examining issues related to the expansion of venture-capital firms. How and when do venture-capital firms open up new offices? How do the strategic choices related to opening up those offices affect the success of investments? Finally, we are also beginning to explore how the experience and background of the individual venture capitalists influences their investment success.
We are trying to understand the drivers of success in new ventures and venture firms more generally. On the first front, we are exploring questions such as what makes up an effective board of directors for an entrepreneurial firm. On a second dimension, we are exploring issues such as how venture organizations grow: Does it make sense to open an office in a faraway city, and if so, should one staff it with a "local" or a veteran of the firm's home office.


About the author

Sarah Jane Gilbert is a Web product manager at Harvard Business School.

26/01/2009

O futuro da inovação por Rafael Clemente!

O futuro da inovação é algo a ser moldado por diferentes forças. Atualmente inovação é palavra de moda em todos os discursos de líderes empresariais, é tema de capa de uma em cada três edições de revistas de negócios e tem sido considerada uma das principais alternativas para virar o jogo na atual conjuntura econômica. Um dado do presente, divulgado em uma pesquisa de uma grande consultoria, mostra que dos milhares de excutivos consultados, mais de 70% colocam a inovação como uma das três prioridades estratégicas de sua companhia, entretanto menos da metade desses executivos estão satisfeitos com as iniciativas que vêm empreendendo. O que se pode constatar aqui, é que apesar de existir um razoável consenso sobre a importância da inovação, as abordagens para desenvolve-la e gerí-la ainda estão muito aquém do aceitável, aspecto esse que me parece fundamental para moldarmos como o futuro da inovação se comportará. Neste sentido, buscarei aqui abordar algumas forças que, acredito eu, moldarão a agenda da inovação nos próximos anos.
A primeira diz respeito as novas fontes de energia e a sustentabilidade ambiental. A pressão social por produtos mais amigáveis ao meio ambiente e as crescentes imposições legais aos produtos não ecológicos vão desencadear uma onda de inovações em todas as etapas da cadeia produtiva, com impactos desde a produção (e cada vez menos extração) dos insumos, até o reuso e descarte dos produtos. Isso, sem duvida exigirá novas formas de produção, novas lógicas de uso e uma abordagem completamente nova dos ciclos de vida dos produtos. As novas energias geram o mesmo tipo de efeito, em que não basta pensar nos mesmos sistemas sendo alimentados por fontes diferentes, e sim, em novos tipos de sistemas, novos motores, novas formas de produção, suprimento e consumo. Esse potencial efeito cascata trará implicações em inúmeros componentes, produtos, processos e setores.
A segunda grande força está na crescente participação dos consumidores no processo de criação e difusão. Crescentemente as empresas estão perdendo o monopólio no provimento de novos produtos para comunidades de usuários que se engajam no desenvolvimento e compartilhamento de inovações, como é o caso da wikipedia e do youtube. Muitas já passaram a adotar estratégias para envolver diretamente o consumidor no desenvolvimento de seus produtos, fenômeno este que, em suas várias nuances, ainda vem sendo chamado por diferentes nomes como: co-criação de valor, crowdsourcing, democratização da inovação, open-innovation etc.. Nos próximos anos, acredito que observaremos o surgimento de inúmeras empresas com novos modelos de negócio que não estarão baseados na produção e/ou venda de um produto ou serviço ao mercado, mas sim no provimento de uma infra-estrutura que habilite os diversos atores que queiram realizar suas transações no ambiente destas redes e comunidades.
A terceira força que gostaria de destacar é relacionada a gestão. Nos próximos anos nos depararemos com um conjunto de avanços necessários para que a inovação passe a ser incorporada nos modelos de gestão como uma atividade central, e natural, do negócio. Trata-se de uma mudança paradigmática em que os modelos tradicionais, focados na melhoria de eficiência e otimização, nos quais a inovação é tratada como uma atividade a parte, não natural do dia a dia, darão lugar a modelos de gestão em que a inovação estará intrínseca as ações e rotinas diárias, sem que nenhum esforço adicional precise ser feito para colocá-la em prática. Para tal, mudanças radicais ocorrerão nas políticas de definição da estratégia, monitoramento de mercado, relação com outras empresas, gestão de risco e, em especial, no processo de alocação de recursos, que será o coração de um modelo de gestão que incorpore a inovação. Certamente, neste caso o melhor indicador que podemos ter desta evolução é quando a inovação deixar de ser tão falada e imposta, e passar a acontecer de forma natural, sem que ninguém precise lembrar que a está fazendo.
Por fim, cabe ressaltar que do ponto de vista global, assistiremos a uma crescente importância dos países emergentes como atores centrais na definição dos rumos da inovação. Por um lado, as riquezas naturais e a biodiversidade proporcionam uma base riquíssima para o desenvolvimento de novas tecnologias e, por outro, os imensos mercados internos, com particularidades culturais, restrições de renda, mas em grande crescimento, são promissoras incubadoras para o desenvolvimento de tecnologias, produtos e modelos de negócio com alto potencial de disrupção quando direcionados aos países desenvolvidos.

O futuro é promissor, agora cabe a nós construí-lo.

Até a próxima!

21/01/2009

The Story of Stuff! ou... A história das coisas!


Navegando por alguns sites de tecnologias sustentáveis me deparei com este vídeo no site The Story of Stuff. É bem interessante, tanto pelas críticas bem colocadas a nossa lógica de consumo e suas implicações no mundo, quanto pela lógica de apresentação. Esta lógica de desenhos com animação deixam qualquer apresentação muito didádica e estão bastante alinhados a algumas técnicas de "visual thinking" que venho estudando ultimamente.
Bom, como alguns reclamaram de alguns vídeos colocados aqui no labINOVE serem em inglês, achei no youtube o vídeo dublado. Seguem os dois aí abaixo! A qualidade do som do vídeo original no youtube não está tão boa, vale assistir direto no site. Lá também podem ser encontrados materiais de divulgação e a transcrição das falas.

Primeiro o original em inglês:



Agora o dublado:


Até a próxima!

14/01/2009

Globo Ciência produz série de programas sobre inovação!

O Globo Ciência produziu uma série de programas sobre inovação que irão ao ar no canal futura. São vinte programas no total e  o mais interessante é que exploram casos de empresas brasileiras, o que eu acho muito interessante tanto para divulgar os nossos resultados quanto para fugir dos exemplos dos livros importados.

Em especial recomendo que assistam o programa "Reciclando Inovação" com o caso da CBPAK. Essa é uma empresa que tenho acompanhado de perto atualmente e a tecnologia que desenvolveram para produzir embalagens biodegradáveis a partir do amido de mandioca é algo fantástico. E o melhor é que substituem as embalagens de isopor, que ficam por um bom tempo na natureza após o descarte.

Os vídeos podem ser baixados no Futuratec, canal de difusão mantido pelo Canal Futura.

Para ter um pouco mais de informações visitem esta notícia do site da FINEP.

Até a próxima!

02/01/2009

Quanto vale um start-up? Quanto vale um prêmio Nobel?

Ao olhar o site da The Economist hoje, me prendeu a atenção a chamada para um dos blogs, que dizia: "The value of a Nobel Prize. It's more than you think". O post no blog mostra que as empresas start-ups de biotecnologia, quando avaliadas pelo mercado em função de um IPO, tinham um aumento da ordem de 30 milhões de dólares pelo fato de ter um cientista ganhador de um prêmio Nobel como um de seus quadros. 
Resolvi dar uma olhada no artigo original publicado na NBER  sobre o qual o post foi elaborado e, apesar de ter lido bem superficialmente, deu para ver que as coisas não são apenas como relatado no post.  
Um ponto que é de grande interesse do LABINOVE é a questão de como realizar o valuation de uma start-up, questão essa que vem tomando várias formas e discussões bastante interessantes tanto nas vertentes mais ligadas às discussões de capital intelectual, ativos intangíveis etc. quanto nas vertentes mais financeiras, com as inúmeras críticas as ferramentas "tradicionais" como fluxos de caixa descontados e a crescente utilização de técnicas com base em opções reais, simulações, métodos de scoring etc.. É essa a questão central do artigo que avalia diversas empresas de biotecnologia em duas janelas de tempo e mostra que para indústrias novas, nas quais não existem disponíveis séries temporáis com informações que possam apoiar a identificação dos fatores que efetivamente contribuem para o valor da empresa, mecanismos que permitam sinalizar este valor são fortemente considerados pelo mercado. Neste artigo eles desenvolvem um modelo econométrico em que mostram como no primeiro período de tempo a sinalização de ter um ganhador do prêmio Nobel ligado à empresa gerava um aumento da percepção de valor e que este aumento não era totalmente apropriado por este cientísta, ou seja, era algo que gerava um saldo bastante positivo para para a empresa. Outro ponto a se notar é que a medida que a indústria evoluiu, o mercado passou a não mais perceber tanto valor neste fato, ou seja, o dinamismo da indústria e o aprendizado interferem diretamente em como os diferentes fatores são incorporados na valoração do start-up.
Vale a pena uma olhada mais detalhada no artigo, não apenas se prendendo nas perguntas de pesquisa que os autores se propõem a discutir mas na forma de pesquisa realizada, pois isso é um tema que temos que avançar bastante aqui no Brasil.

Até a próxima!

20/12/2008

Os melhores livros de negócio de 2008 segundo a strategy + business

A strategy + business publicou a lista dos melhores livros de negócio de 2008. Eu li alguns dos livros listados e confesso que não concordo com algumas indicações, não vou listá-las aqui para não influenciar ninguém. Imagino que podemos utilizar este post para abrir um debate em que cada um dos visitantes deixe aqui sua indicação de livros, vamos inclusive não restringir muito e citar apenas livros lançados em 2008, mas sim os livros lidos em 2008 e que recomenda para esta comunidade.
Para quem quiser, o relatório da s+b pode ser baixado aqui.

Deixem suas sugestões! Até a próxima.

08/12/2008

Financiando Negócios Inovadores

Um limitador ao processo de inovação é a impossibilidade de diversas idéias boas (e inovadoras) serem levadas adiante e alcançarem o sucesso. Muitos empreendedores acabam deixando de lado bons negócios alegando incapacidade de levantar capital. Acabam criando “desculpas” para se conformarem com o fracasso, quando muitas vezes o problema é que os recursos necessários para desenvolverem seus negócios foram buscados nos lugares errados ou da forma errada.

O fato é que existe bastante confusão na definição de Venture Capital e, para muitos empreendedores, buscar este tipo de aporte para seus projetos parece impossível. No entanto, existem diversas fontes de capital para empresas em diferentes estágios de desenvolvimento, inclusive nos estágios iniciais (mesmo em tempos de crise). Pequenos empreendedores, mesmo quando não têm muitos recursos próprios, devem procurar ajuda de especialistas em estruturação de novos negócios – isto pode ajudar a transformar um projeto de garagem ou um sonho em um negócio multimilionário.


Olhando para o gráfico, temos uma visão clara das etapas de crescimento das empresas – passando por momentos com diferentes necessidades de aportes de capital:

Seed Capital – etapa em que a empresa passa por experimentações com novas tecnologias e ainda há muitas incertezas quanto ao progresso futuro. Nesta etapa, em que não há receita (muitas vezes por não haver um produto no mercado), a maior parte das empresas é financiada com recursos próprios do empreendedor ou de familiares. Mas pode também obter a participação de capital dos chamados “Anjos” – indivíduos com disponibilidade para investirem somas em dinheiro em empresas emergentes. Usualmente, nesta etapa são investidos valores que giram entre $50k e $500k.
O Investidor Anjo é uma boa alternativa a ser buscada por empreendedores que não dispõem de capital próprio ou familiar. Algumas associações de anjos já estão se formando no Brasil – a exemplo do Gávea Angels, no Rio de Janeiro.

Estágio Inicial – Nesta etapa a empresa já está estabelecida e produtiva. Busca investimentos para aumento de escala de produção e elevação das vendas. Além disso, procura consolidar e aumentar sua base de clientes. Os investidores mais interessados nestas etapas são os fundos de Venture Capital, mas podem ocorrer fusões ou aquisições. Normalmente são feitos investimentos que podem girar de $500k a $5M.

Estágio Expansão – Fase em que normalmente ocorrem os maiores investimentos em marketing e muitas vezes são realizadas expansões de plantas produtivas. Investimentos nessa etapa também geram capital de giro e têm no horizonte uma possível saída via IPO. Saídas possíveis podem ser via fusões ou aquisições por grandes empresas ou alianças estratégicas. Valores de investimentos podem girar de $3M a $20M.

IPO – A oferta pública de ações é a alternativa sonhada pela maior parte dos fundos de Venture Capital para seus investimentos. Normalmente é a que traz maior retorno em volume de capital e também é a melhor alternativa para empresas consolidadas obterem capital a baixo custo.

Vale manter em mente que empresas e negócios inovadores surgem do casamento entre boas idéias e muito trabalho. Para inovar, é preciso passar do sonho para a prática e estabelecer essa ponte exige muita dedicação e estudo. Não basta ter um bom produto; para convencer um capitalista de risco, é preciso ter um potencial de mercado bastante expressivo, um modelo de negócios factível, uma estrutura de custos e receitas rentável. E é preciso saber apresentar todo esse conteúdo de maneira persuasiva e atraente.

Mais detalhes de possíveis fontes de financiamento para pequenas empresas podem ser encontrados no site www.venturecapital.gov.br

Até a próxima!

01/12/2008

Dica de seminário! Booz & Company Global Innovation 1000

Amanhã ocorrerá este webinar promovido pela Booz & Company's sobre o destino dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento. 

Tuesday, December 2, 2008 10:00 am Eastern Standard Time (Não esqueçam de checar o horário no Brasil).

The Booz & Company Global Innovation 1000 with Barry Jaruzelski and Kevin Dehoff

Join Booz & Company’s experts in a live interactive webinar as they discuss where in the world R&D money is being spent - and why. The Global Innovation 1000, Booz & Company’s award-winning annual study of corporate R&D spending, is the most comprehensive assessment of the influence of R&D on corporate performance. Booz & Company experts will discuss this year’s findings. Distinguishing this study from those of previous years, they will identify flows of innovation spending across national borders and characteristics of innovation networks that correlate with higher performance.

Após o seminário, faremos um post sobre isso aqui no LabINOVE. 

Até a próxima!

21/11/2008

O Futuro da Inovação: contribuições para o livro !

Outro dia recebi um e-mail com um convite para mandar minha contribuição para o livro “The Future of Innovation” e achei a idéia muito interessante. Discutimos um pouco e discutimos fazer uma colaboração entre o nosso grupo (Grupo de Produção Integrada COPPE/UFRJ) e a Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro para coletar um número maior de contribuições do Brasil. Estas contribuições serão utilizadas não só neste livro, mas também podem gerar uma publicação nacional bem interessante, na qual poderemos identificar as diversas visões sobre o tema a partir de múltiplas perspectivas como a acadêmica, a dos negócios e do governo. Sem dúvida será um trabalho muito divertido juntar todas essas percepções de pessoas tão experientes e envolvidas no tema.

Como já comentado neste blog anteriormente, vamos fazer um crowndsourcing do processo de entender o futuro da inovação.

Na próxima semana dispararemos um e-mail convidando diversas pessoas de referência para contribuir, mas certamente não temos o contato de todos que gostaríamos de chamar e nem conhecemos todos que podem fazer contribuições, portanto abrimos aqui neste blog mais um canal. 

Se você gostaria de se envolver nesta iniciativa e/ou conhece potenciais apoiadores, entre em contato no e-mail inovacao@gpi.ufrj.br que enviaremos as instruções detalhadas de como proceder.

Ao término do processo os resultados serão divulgados gratuitamente para todos aqui no blog. As diretrizes recebidas das autoras que estão organizando o livro internacional estão nos seguintes documentos: (1)  Future of innovation book; (2)  FAQs Future of innovation book; (3)  Guidelines for contributors;

 Espero a contribuição de vocês e até a próxima!

17/11/2008

Como promover a inovação?

Se inovação é importante para as empresas e o desenvolvimento do País, fica a pergunta: como fazer para promover a inovação? Como colocar, objetivamente, a inovação na agenda nacional?
Visando contribuir ao debate e trazer à discussão propostas para o Brasil, a ABDI encomendou ao Observatório da Inovação e Competitividade do IEA/USP a realização de um benchmarking internacional sobre experiências de mobilização pela inovação.

12/11/2008

Dica de seminário!

Estes seminários que acontecem no PARC são muito interessantes. Eu tenho acompanhado alguns deles e tratam de assuntos muito diversificados e de ponta. Só receber os e-mail com as indicações dos temas que eles estão estudando já é uma ótima fonte para que você esteja atualizado com os temas mais quentes em desenvolvimento. Este que está programado para amanhã (não esqueçam o fuso) é muito relacionado com o blog, então resolvi postá-lo. Copiei e colei o e-mail, inclusive com as instruções para se cadastrar no mail list, para que assim o façam os que se interessarem.

Até a próxima!


PARC Forum at 4:00 p.m. on Thursday, November 13, 2008

Location: George E. Pake Auditorium at the Palo Alto Research Center [PARC], 3333 Coyote Hill Road, Palo Alto, CA 94304

Title:

Developing Creativity in Science, Engineering and Medicine

 

Speaker:

Prof. Martin L. Perl, Stanford University / SLAC

1995 Nobel Laureate in Physics

Abstract:

The speaker will touch upon the following topics in his talk:

·         The special nature of Creativity in Science, Engineering, and Medicine

·         Necessary Conditions for Creativity

·         How to Develop a Good Idea

·         Colleagues

·         The Art of Obsession in Science, Engineering, and Medicine

·         The Technology You Use Now

·         Future Technology 

Speaker Biography:

I work as Professor Emeritus in experimental physics and astrophysics, as an engineer and as a science educator at the Stanford Linear Accelerator Center and the Kavli Institute for Particle Astrophysics and Cosmology of Stanford University.     

I was born in Brooklyn, New York in 1927. My parents were immigrants from Poland. I took a high school physics course and at graduation received the Physics Medal. But neither I nor my family knew if one could "make a living" in physics. Therefore I decided to become an engineer. In 1942 I began to study chemical engineering at the Polytechnic Institute of Brooklyn, now Polytechnic University.

My studies at the Polytechnic Institute were interrupted by service during and after World War II. After this service I returned to the Polytechnic Institute, receiving a Bachelor in Chemical Engineering degree in 1948. I then went to work for the General Electric Co. In 1950 I decided to go into physics and went to Columbia University, receiving a physics PhD in 1955. From 1955 to 1963 I did research and taught at the University of Michigan. Since 1963 I have been at the Stanford Linear Accelerator Center.

My major research is in experimental elementary particle physics using both accelerators and small experiments. I also work in astronomy on the design of a large, earth based telescope. My other research interests are optics, optical devices, aerosol related technology, and creativity in science and engineering. I also work in the application to industrial processes and products of these physics technologies.

Honors include: the 1995 Nobel Prize in Physics, the 1982 Wolf Prize in Physics, membership in the U. S. National Academy of Sciences and the American Academy of Arts and Sciences, and honorary degrees fromPolytechnic University and the University of Chicago. My Nobel Prize was in recognition of my discovery of the tau lepton, the heaviest known member of the electron-muon-tau sequence of charged leptons. This work also led to the discovery of the third generation of elementary particles.

Directions to PARC: http://www.parc.com/directions

Upcoming PARC Forums:

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Thursday, Nov 20, 2008:

The Innovation Ecosystem: A Strategic Perspective on Renewable Energy

Vinod Khosla, Khosla Ventures

Thursday, December 4, 2008:

Cloud Computing

Ram Shriram, Sherpalo Ventures
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30/10/2008

ELO Group deixa a Incubadora !

da Revista Fator... é um ótimo estimulo para mostrar que com boas idéias e muito trabalho é possível criar empreendimentos muito bacanas...

29/10/2008 - 10:33

ELO Group deixa a Incubadora da Coppe e prevê crescimento de 500%

Com passagem em tempo recorde pela Incubadora, consultoria em gestão de riscos e processos conta com uma carteira de clientes de peso, como Vale e Petrobras.

Um dos indicativos de que as metas de uma Incubadora estão sendo alcançadas é a graduação das empresas. Criada por cinco mestres em Engenharia de Produção, a ELO Group originou-se de um spin-off do Grupo de Produção Integrada da COPPE/UFRJ, um dos mais renomados grupos acadêmicos em gestão empresarial do país. Residente na Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ desde março de 2007, a ELO acaba de se graduar após curta passagem pela Incubadora, que pode abrigar empresas por até três anos.

“Depois de um ano e meio, nos sentimos preparados para passar para uma nova etapa, mais independente”, conta Leandro Jesus, um dos sócios da ELO, que ainda ressalta o relacionamento construído com grupos de pesquisa no Brasil, EUA e Europa como um dos principais fatores para este sucesso. Para Regina Faria, gerente da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, a ELO é um bom exemplo de que o capital intelectual é capaz de gerar negócios de futuro.

A empresa deixa a Incubadora com um balanço bastante positivo e um futuro promissor. Já no segundo ano de atuação, a ELO espera alcançar um faturamento 500% superior ao ano passado. Hoje, a empresa conta com uma carteira de mais de 30 clientes. Entre as principais empresas que já trabalharam com a ELO, estão Petrobras, Vale, Nossa Caixa, Andrade Gutierrez, Furnas, Souza Cruz, ONS e Prudential.

Instalada em nobre endereço no Centro do Rio, a ELO prevê, até meados de 2009, abrir escritórios em São Paulo e Brasília para melhor atender aos clientes que já conquistou nestes estados. E a perspectiva é crescer ainda mais nos próximos meses. “Desenvolvemos um portal de conteúdo de Governança, Riscos e Compliance, e até o final do ano, iremos lançar nossa tecnologia em Governança e Inteligência de Processos”, conta Leandro.

O foco de atuação da ELO são companhias de médio e grande porte que demandam soluções de gestão customizadas. Os principais segmentos que a empresa desenvolve soluções são: seguros, telecomunicações, finanças, mineração, petróleo e gás, construção, manufatura, varejo, petroquímica, biofármacos, propaganda e mídia, governo.

27/10/2008

Explicando Conceitos: Cauda Longa


Olá! Seguindo a série explicativa sobre conceitos importantes de inovação, mando uma apresentação sobre o conceito Cauda Longa, expero que gostem!
Abraços


Conceito Cauda Longa
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19/10/2008

Capitalismo Criativo!


Esse é o nome que Bill Gates vem chamando, e pregando por aí!!, as idéias de inovação na base da pirâmide. Na revista época negócios deste mês tem uma reportagem sobre o tema. São quase 30 páginas e o texto é agradável de ler. Apesar de não ter nada de novo para quem acompanha a literatura sobre inovação, o quadro "a nova onda da baixa renda" tem alguns exemplos interessantes e apresentam também uma reportagem com o Prahalad. 
De forma geral, gostei da revista. E olha que só comprei pois esqueci de levar um livro para São Paulo e não tinha o que ler no avião. Eu só tinha lido a revista uma vez e na ocasião me limitei a uma reportagem. Confesso que nunca havia dado importância por achar que era mais uma Exame... Fiquei impressionado com o tom positivo, que aposta em um capitalismo pra frente, que busca a inovação, que quer fazer a coisa andar... atualmente isso tem uma importância!... 
Além desta reportagem sobre o capitalismo criativo, tem uma reportagem interessante com o Woz, fundador da Apple e o grande gênio dos computadores por trás de Steve Jobs. Esse é um cara que eu gostaria de conhecer, um inventor de primeira e com idéias bastante heterodoxas relacionadas às suas invenções, Apple, Jobs etc.. Já até encomendei a biografia dele. Obviamente comentarei sobre ela em outro momento.

Até a próxima!

15/10/2008

XI Encontro REPICT


Começa na próxima segunda o XI encontro REPICT. Tenho ido ao evento nos últimos anos e posso afirmar que está cada vez melhor. Ano passado participei de uma das mesas e pela quantidade de pessoas presentes no encontro pude constatar que esse tema da Propriedade Intelectual está de fato ganhando sua devida importância tanto nas Universidades quanto nas empresas. Outra tendência interessante que observei no evento do ano passado foi a maior presença de empresas privadas, o que mostra que as discussões de open innovation, redes entre Universidade e empresas estão realmente se estabelecendo mais e mais. Este ano, estarei lá e apresentarei parte de um dos mini-cursos, falando sobre redes de P&D, alguns desafios na sua gestão e discutindo alguns modelos de gerenciamento e orquestração destas. Após o evento disponibilizarei o material de minha aula aqui no blog.

Até a próxima!

13/10/2008

Cauda Longa


O conceito de Cauda Longa foi popularizado pelo editor-chefe da revista Wired Chris Anderson em artigo de 2004. Em 2006, o autor lançou um livro de mesmo nome (já traduzido para português), que foi best seller e causou grande impacto no mundo dos negócios.
O termo é baseado nas distribuições de dados da curva de Pareto (vide figura), que possuem prolongamento horizontal muito comprido em relação ao prolongamento vertical. Para o autor, o consumo de produtos costuma seguir um padrão semelhante ao da curva, com poucos produtos sendo muito consumidos (os chamados produtos hits) e muitos produtos sendo pouco consumidos (os não-hits).

Em geral, o número de produtos existentes em um mercado é muito maior do que aqueles que chegam às prateleiras. Isto ocorre porque ao escolher quais produtos vão ser comercializados, as lojas têm um custo de oportunidade relacionado à escolha dos mesmos. Ou seja, como certos produtos serão mais lucrativos do que outros, o objetivo da loja é, dentro das restrições físicas de estocagem, disponibilizar apenas os produtos que lhe trarão maiores lucros.
Contudo, a internet possibilita outra abordagem nas vendas. Como não há a restrição das prateleiras, é possível oferecer um número de produtos muito maior. Contrariamente à estrutura das lojas físicas, onde os hits representam a maior parte dos lucros, na internet surge espaço para produtos não-hits competirem praticamente em condições iguais aos hits.
Pense por exemplo numa loja de CDs tradicional. Seu estoque, em termos de faixas musicais provavelmente não chega a 10% do número de faixas disponíveis no iTunes (mais de 1 milhão). O motivo do iTunes poder oferecer um estoque tão gigantesco é porque produtos físicos possuem características diferentes de produtos digitais. Para comercializar produtos físicos, devem ser consideradas diversas restrições, como custos de armazenamento, embalagens, margem de varejo, distribuição, etc. Quando estes produtos podem ser vendidos na forma digital, como mp3, vídeos ou notícias, a possibilidade de oferta cresce enormemente, pois estes custos se tornam nulos ou tendem a zero (pense no custo de armazenar uma nova música para iTunes, irrisório). Além do mais, produtos digitais podem ser replicados indefinidamente.
O conceito de Cauda Longa prevê uma migração no consumo de produtos hits para produtos de nicho, e sugere que estes últimos podem gerar grande lucro (ainda que ele diga que isto não significa o fim dos hits). Chris Anderson cita vários exemplos de sucesso como a Amazon, Netflix e Rhapsody, onde grande parte dos lucros (mais de 25%) obtidos com vendas é originária de produtos que não estão disponíveis nas lojas tradicionais, físicas.
O grande desafio para as empresas neste contexto é como explorar lucrativamente esta nova lógica de vendas. Três pontos são centrais para uma estratégia baseada na Cauda Longa:
1. Ofereça o máximo possível
O barateamento das tecnologias de produção, como computadores, máquinas fotográficas, filmadoras, softwares, aumenta imensamente o número de produtores. Hoje qualquer um pode gravar um documentário e colocá-lo no Youtube por exemplo. Isto resulta num alongamento da cauda no eixo horizontal. Com uma grande oferta disponível, mais nichos de mercado podem ser atendidos, a um custo incremental quase zero. Mesmo produtos que nunca sejam vendidos praticamente não acarretarão em prejuízos, pois o custo de armazenamento tende a zero. Portanto, a primeira medida é armazenar o máximo para oferecer grande variedade ao consumidor.
2. Diminua o preço
Sem os custos tradicionais de armazenamento, distribuição, etc, o custo incremental de novos produtos virtuais é cada vez mais desprezível. Surge então a possibilidade de repassar esse desconto aos consumidores. Mas não é só isso. O crescimento das alternativas de lucro indireto (como publicidade) permite que o desconto para os consumidores possa ser ainda maior. No limite, torna-se possível oferecer gratuitamente os produtos e lucrar com o grande tráfego de usuários conectados e expostos à publicidade do site (outros meios de lucro seriam assinaturas “premium”, subsídios cruzados, valorização da marca, etc).
3. Me ajude a achar
Frente a uma variedade imensa de produtos, o consumidor tem que dispor de um mecanismo de busca que o permita, de forma eficiente, encontrar aquilo que deseja. Além disso, os mecanismos de busca devem ser inteligentes o suficiente a ponto de sugerir outros produtos com alta probabilidade de aceitação para este cliente. Ou seja, os algoritmos desempenham um papel muito importante na alavancagem de produtos não-hits ao sugeri-los em conjunto com itens hits. Os produtos de nicho ganham assim popularidade e geram lucros antes impensáveis. Sistemas de recomendação têm sido a chave no aperfeiçoamento dos algoritmos, pois os próprios clientes opinam e tornam o algoritmo mais aprimorado.

Comentem!
Abraços!

12/10/2008

Inovar.... não tem nada de novo!

O mundo é complexo, não precisa dizer.
Pois bem... os economistas tentam, faz tempo, entender e explicar como funciona a economia. Ainda não conseguiram, como também é fácil de compreender lendo as manchetes de jornais recentes. Afinal de contas, a crise (crise? que crise?) está aí para não deixar dúvidas. Mais uma vez, a bolha se repete. Ou seja, não aprendemos, coletivamente, como funciona a economia.
Entretanto, temos boas pistas sobre como funcionam a economia e o tal de capitalismo. Mais do que os modelos macroeconômicos, no geral simplificações grosseiras da realidade, muito grosseiras, que pouco explicam, as contribuições (i) da sociologia, (ii) das ciências da computação - e dos estudos empíricos com micro dados e (iii) dos estudos cognitivos são alvissareiros para o futuro da Economia.
Há muito (quase um século) sabemos, contudo, que a firma não é uma mera função de conversão de fatores de produção em produtos. Sabemos também, como ensinou Schumpeter (leiam a resenha do Rafael sobre a biografia desse escrita por McCraw), que o 'capitalismo se reinventa', sempre. Daí, a importância da tal 'inovação'. Mas vamos lá... não há nada de novo nisso! Não há nada de novo em saber que o capitalismo se reinvente, o livro de Schumpeter é de 1942. Muito, menos, no fenômeno da 'inovação' em si; foi a partir da análise da história econômica que Schumpeter chegou a esse insight. Ou seja... sempre foi assim!
Será?
Inovar é fazer algo novo, que tenha valor econômico. Simples como tal! Um novo produto, uma nova forma de fazer negócios, um novo processo etc. Ou seja, diz respeito a 'fazer coisas que não eram feitas antes' ou 'fazer as coisas de uma forma como não eram feitas antes'.
Criar e destruir estão na essência do capitalismo. Destruir não fisicamente, mas economicamente. Ou seja, tornar uma solução (produto, processo, idéia, empresa...) obsoleta por sua incapacidade de oferecer desempenho igual ou superior a uma nova 'solução'. A questão chave da inovação, pois, é o seu caráter dinâmico. Ou seja, inovação é algo que acontece no tempo. Alguém cria algo novo, que vira padrão/comum e, em algum momento no futuro, poderá ser suplantado por outra, de desempenho superior (para quem?).
Mas por que, então, tanto escutamos sobre a tal da inovação? O que há de novo nisso?
Existem três possibilidades de resposta, não excludentes. A primeira diz respeito ao estágio atual do capitalismo. A segunda, a nossa capacidade de compreender os fenômenos econômicos. A terceira, ao capitalismo em si.
E vamos às idéias/elocubrações....

[1] O estágio atual do capitalismo
É fato: a economia é cada vez mais complexa. A variedade de produtos é cada vez maior e existem novas funções a serem realizadas. Assim, aumenta a especialização do trabalho e se acentua a sua divisão social, surgem novos atores, tipos de empresas e instituições (de defesa da concorrência, regulação, promoção comercial etc.), cresce a importância das 'atividades imateriais' (design, gestão de marcas e cadeias de distribuição, projeto de modelos de negócios etc.) para as empresas, reconfiguram-se as relações de dependência entre diferentes tipos de empresas e países, novas competências e perfis profissionais se fazem necessários etc.
Neste cenário, a inovação é chave. Nos mercados maduros, para que seja possível desenvolver produtos adaptados para clientes e segmentos específicos de mercado. Este é 'o caminho' para que as empresas possam crescer vendas: diferenciação. Nos mercados emergentes, a necessidade de inovação surge da necessidade de desenvolver produtos adequados a esses mercados (produtos diferenciados, adaptados a essas necessidades), que paresentam características peculiares.

[2] A compreensão dos fenômenos econômicos
Hoje, sabemos mais sobre como funciona a economia do que no passado. Uma avanço importante na compreensão do funcionamento economia é possível a partir das pesquisas empíricas com uso de microdados de empresas.
Trata-se de campo novo. Primeiro, porque o trabalho com grandes massas de dados exige elevado poder computacional, de armazenagem e processamento de dados. Segundo, porque os construtos, estratégias e métodos de pesquisa ainda estão em desenvolvimento.
No Brasil, temos avanços importantes. Pesquisas com microdados do IPEA, representando 97,5% da transformação industrial brasileira, nos permitem afirmar com segurança: as empresas que inovam e diferenciam produtos faturam mais, são mais produtivas, exportam mais, crescem mais, geram mais e melhores empregos.

[3] O capitalismo em si
Ora... promover a inovação faz parte dos negócios! Há um mercado para a inovação. São muitas as oportunidades de negócios associadas à inovação: consultoria, jornalismo especializado, realização de eventos, treinamento, networking, pesquisa, desenvolvimento de método, promoção e divulgação.
A cada nova necessidade do mundo dos negócios, reconfigura-se um novo ecosistema de negócios associado. Alguém irá (inovar?) e aproveitar economicamente as novas oportunidades que surgem.

Como síntese, vale notar que surgem no cenário organizações (empresas, ONGs) que se especializam em fazer inovação ou gerir a inovação. Ou seja, se há necessidade de inovar e inovação tem sentido econômico, compreendemos isso e sabemos que a gestão da inovação se tornou algo complexo em si, aparecem organizações cujo 'negócio' é a inovação!

E assim o capitalismo vai...

Boas inovações!

08/10/2008

NOVA SÉRIE ! Explicando Conceitos: Inovação Disruptiva

Este post inaugura uma nova série que passaremos a publicar semanalmente aqui no labinove. 
A idéia é passar de forma simples e ilustrada, o entendimento do conceito, a lógica pela qual pode ser aplicado e apresentar alguns exemplos.
O primeiro conceito aqui apresentado é o de inovação disruptiva, do Prof. Clayton Christensen da Harvard Business School, que é um tema já bastante conhecido para quem acompanha as discussões no tema.

Além deste, para as próximas semanas já estão programadas postagens sobre:
  • Open Innovation
  • Long Tail
  • Crowdsourcing
  • Inovação na Base da Pirâmide
  • e outras...
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Mande sua sugestão sobre conceitos que gostaria de ver tratados nesta série e em breve este será postado aqui no labinove.

Até a próxima!

05/10/2008

IBM's innovation JAM !

Começa hoje a edição de 2008 do IBM Innovation Jam, maior braistorm conhecido atualmente no mundo de negócios. A IBM vai colocar juntos, várias lideranças, pensadores e formadores de opinião de todas as partes do mundo para discutir o tema deste ano, "A empresa do futuro". Ao longo de três dias estes profissionais discutirão como as empresas adotarão novos modelos de negócio e novos modelos de colaboração que possam envolver seus clientes na criação de seus produtos, além de discutir como os mercados emergentes irão conformar a forma de se fazer negócios.
Na edição de 2006, a IBM investiu $100 milhões em negócios originados a partir das idéias construídas no innovation jam.
Estes eventos têm se mostrado tão eficazes que a IBM já criou uma unidade de negócios para ofertar este tipo de serviço para outras empresas, já tendo realizado jams para empresas como a Eli Lilly e Nokia.
Para quem quer conhecer com um pouco mais de detalhes como o innovation jam foi criado e como é realizado, um artigo da Sloan MIT, "An inside view of IBM's Innovation Jam".

Outro post interessante que dá um pouco mais de detalhes do que este que estou fazendo foi um feito no blog do Gerente de Novos Negócios da IBM, Cezar Taurion.

Até a próxima.

28/09/2008

Cultura de inovação da Procter & Gamble

Saiu na strategy + business deste mês um artigo do A.G. Lafley, Chairman e CEO da Procter & Gamble, com introdução do Ram Charam, que escreveu o livro "The Game Changer" com Lafley. O artigo, "P&G's innovation culture" é de leitura bastante agradável e dá um interessante overview das mudanças que o autor implementou na empresa para torná-la um dos mais conhecidos e referenciados casos de inovação.
O artigo aborda prioritariamente as mudanças do ponto ponto de vista de criação nas pessoas de uma cultura direcionada a inovação e ao foco no cliente para entendimento do mercado, teste dos produtos etc. Como sempre, também são discutidos os impactos alcançados com a adoção da open innovation e a importância das redes sociais que a empresa cria e fomenta. Outra questão que merece a atenção, mas já lugar comum, é o papel central dos países emergentes nas estratégias destas empresas. Todos os executivos na sua formação precisam passar por algum destes países antes de galgar posições de maior liderança. 

Vale a pena a leitura. Para ir direto ao arquivo em pdf, basta clicar na imagem de capa da s+b.

Até a próxima.

23/09/2008

Inovação segundo a Google !

Este vídeo é muito interessante. Apesar de extenso, vale a pena ver esta palestra que é uma aula de gestão da inovação e de inovação em modelo de negócio. 
Algumas questões, apesar de já serem de conhecimento amplo das pessoas, me chamaram muito a atenção. A primeira é a forma como eles criaram um modelo de negócio em que conteúdo mais atual e de melhor qualidade faz com que as pessoas cliquem nos "google ads" e isso gera uma receita para o site. Ou seja, o ciclo virtuoso de melhorar o conteúdo, anunciar direcionado para quem procurou este conteúdo, só pagar se alguém clicou no seu anuncio e compartilhar os ganhos com o site que gerou o clique, sem dúvida é muito poderoso.
A segunda questão que eu gostaria de ressaltar é a forma pela qual eles criaram um ambiente propenso a inovação (aprox. no minuto 35'). A lógica de diferentes pessoas e perfis pensando em um determinado problema, com uma série de estimulos (p.ex. comida!) a criar e compartilhar, com uma política de estimular o apredizado com fracasso ao invés de puní-lo (sim, a maior parte das inovações falha!), combinando as idéias que, no início, são muito pouco controladas, e alocando mais recursos a medida que as incertezas vão sendo reduzidas e os produtos ganhando materialidade, gera um ambiente que propicia um resultado que nem é necessário comentar. Essas são questões muito interessantes e um grande desafio para que várias empresas realmente comecem a gerir inovação a sério!
Além disso a apresentação é muito bem conduzida e quase não se percebe os 51 minutos passando. Uma última informação. O Douglas Merril, que faz a palestra, saiu da Google em abril de 2008 para se tornar o presidente da EMI. Antes disso ele era o  CIO e vice-presidente de engenharia da Google. 

Mandem seus comentários sobre o que acharam.



21/09/2008

Biografia Schumpeter


No último número da Revista Brasileira de Inovação saiu um texto meu com a resenha do livro "Prophet of Innovation: Joseph Schumpeter and Creative Destruction" de Thomas McCraw. Esta é uma excelente biografia de Schumpeter escrita por um autor que dentre outras credenciais, já ganhou o prêmio Pulitzer.

Não vou me alongar no post para que vocês leiam a resenha. Espero o comentário de vocês sobre o texto.

19/09/2008

Boas Vindas !

Este é o primeiro de, assim espero, muitos posts que passaremos, sim, já considerando que conseguirei recrutar muitos colaboradores, a disponibilizar neste blog. A idéia central, como a de todos os outros blogs, é a de ter um espaço onde possamos trocar, com uma comunidade não limitada ao círculo “tradicional”, alguns de nossos pensamentos, mesmo que ainda em fase embrionária, tanto para compartilhá-los quando para aprimorá-los a partir da interação com os leitores.

Um dos principais motivadores para que eu saísse da inércia e (confesso!) preguiça de me comprometer com algo que exigirá uma disciplina de atualização e interação com os leitores foi o post “What web has done for me” feito por Alexander Osterwalder em seu blog Business Model Design and Innovation. Fiquei muito impressionado com o alcance conseguido e pelos números por ele apresentados, 20 mil page views por mês é realmente interessante. O engraçado é que apesar de utilizar o frame de modelos de negócio por ele desenvolvido em sua tese de doutorado, eu nunca havia parado para pensar em como tinha tomado conhecimento do seu material, eis que me dei conta de que este fora encontrado na web!!

Motivado por esta leitura cá estou escrevendo esta mensagem de boas vindas (e concluindo que apesar de acompanhar muitos blogs, ainda não estou totalmente confortável em escrever esse post) enquanto aguardo para começar uma aula. Espero que possamos utilizar este espaço para muitas, calorosas e divertidas discussões neste tema desafiante que é a inovação!

Amigos, para começar é isso. BLOGUEMOS!